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Soluções escolares alternativas para pais que trabalham

Artigo de Alexandra Frost publicado originalmente na Shareable em 17.09.2020 e como capítulo do ebook gratuito Lesson's From the First Wave que retrata lições da primeira fase de pandemia.

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Tradução por Tiago Giordani - tiago.giordani.translator@gmail.com

Vô ajuda neto em uma aula virtual no computador
A Leslie Stallone-Levitan, mãe do Missouri, publicou essa foto que recebeu toneladas de elogios recentemente no instagram, mostrando sua mãe, Candace, ajudando ao seu filho, Oliver (6) com aprendizado remoto. Créditos da foto: Leslie Stallone-Levitan

O que acontece quando metade dos estudantes nos EUA precisam aprender em casa por pelo menos um semestre inteiro, enquanto os pais continuam a trabalhar? Nós ainda não sabemos. Os pais estão lutando para descobrir o que fazer com seus filhos, alguns com apenas cinco anos de idade e no seu primeiro ano de educação formal, enquanto tentam equilibrar suas próprias carreiras com a supervisão do aprendizado virtual.

Os resultados indicam famílias desproporcionalmente impactadas em estratos socioeconômicos mais baixos, com menos sistemas de apoio e menos flexibilidade na hora de mudar os planos de trabalho ou trabalhar remotamente para supervisionar as crianças. Acrescente à mistura que alguns pais ficam apavorados em mandar seus filhos de volta à creche e que as creches costumam ter lugares limitados de forma a encorajar o distanciamento social, e o problema aumenta.

Os pais ficam literalmente sem opções, a não ser deixar os filhos sozinhos para supervisionar sua própria educação durante sete horas por dia, ou deixar o emprego. Felizmente, os defensores da educação, bem como distritos escolares, cooperativas e pais em todo o país, têm se apressado para criar soluções alternativas e prontas para usar.

Espaços de aprendizado virtual supervisionado

Tão logo educadores e pais em todo o país perceberam que a pandemia não estava nem perto de terminar assim que aulas recomeçaram neste outono, grandes centros, de creches a ginásios, iniciaram um grande movimento para atender às famílias.

Então as creches, cheias de jovens estudantes, se transformaram em centros de aprendizado virtual com cubículos, imitando muitos espaços de escritório de adultos, onde os alunos virtuais podiam sentar-se em seu computador em um ambiente supervisionado e com distanciamento social.

Uma dessas creches em Maryland compara o papel dos centros de aprendizado que eram creches a de um goleiro. Os professores estão virtualmente educando os alunos, mas os funcionários do centro estão lá para redirecioná-los à aprendizagem e mantê-los concentrados. A WBAL TV relatou que os funcionários do centro acham que tudo está indo bem, exceto os problemas típicos de tecnologia e senhas.

Especialistas em educação, como Karen Aronian, uma professora, palestrante e colunista da Universidade de Columbia, afirmam que “algumas soluções inovadoras estão a caminho.” Ela cita um exemplo em Yorktown, NY, onde uma escola desativada foi readaptada como um local para os pais levarem seus filhos para ter aprendizado remoto em um lugar seguro e habilitado com wifi, com professores que podem resolver problemas. “Não é uma escola em si, entretanto, pode ser considerada uma creche com bônus.” Outros lugares em todo os pais estão trabalhando para readaptar outros espaços para atender aos regulamentos do protocolo de segurança escolar e de saúde em espaços comunitários.

Solicitando ajuda de um membro da família ou vizinho

Embora seja difícil pedir por ajuda de amigos e familiares, às vezes é a maneira mais efetiva de ajudar um estudante virtual cujos pais estão trabalhando todo o dia (e muitas vezes mais barato do que contratar ajuda). Avós, vizinhos, tias e tios e outros parentes em todo o país estão entrando em cena para ajudar pais trabalhadores que lutam e precisam de supervisão para seus alunos on-line em casa.

Uma dessas famílias ganhou atenção nacional recentemente quando a mãe e influenciadora no Instagram Leslie Stallone-Levitan @nochllpreschooler ganhou mais de 50.000 curtidas para uma foto de sua mãe, Candance, orientando seu filho em uma sessão do Zoom para a escola. A postagem diz: “minha mãe se ofereceu para supervisionar o aprendizado remoto do meu filho duas vezes por semana para que eu pudesse conseguir um emprego em meio período.

Mesmo que ela não saiba muito, ela ainda aparece, pronta para trabalhar. Avisem para todos os avós que estão aprendendo a usar o Zoom que elas são fodas!

Ela diz que alistar um membro da família tem o benefício colateral de ficar mais próxima da família e ver a “verdadeira beleza” deles trabalhando lado a lado. Mesmo que Candance não tenha se aposentado de sua posição na empresa da família, ela está arrumando um tempo para trabalhar com o neto também.

Participando de um grupo de cooperação ou aprendizagem

“Um grupo no Facebook, chamado Pandemic Pods, com sede em San Francisco atraiu 40.000 pais e 66 capítulos locais surgiram e continuaram a semear “grupos pandêmicos” em todo os EUA”, explicou Aronian, dizendo que os benefícios variam de socialização e tempo individual para cada pessoa de modo a aliviar o estresse para os pais que trabalham, e não apenas para os ricos, como se pensava. “Algumas opções de aprendizagem com bolhas foram rotuladas como “locais de desigualdades”; no entanto,

serviços comunitários, organizações sem fins lucrativos e algumas escolas estão criando formações semelhantes a grupos, conhecidos como “laboratórios de aprendizagem” e “centros” para todos os alunos que utilizam a mesma abordagem.

A estratégia de dividir para conquistar está funcionando para algumas famílias que decidiram dividir o trabalho de forma a educar os filhos em pequenos grupos em casa. Esses “grupos de aprendizagem” tiveram vários nomes, desde grupos pandêmicos a micro-escolas, mas todos eles focam em um princípio similar – aprender em casa com algumas outras famílias alivia os pais de fazerem seus trabalhos na maioria dos dias e dá às crianças a supervisão que eles necessitam. Em uma pesquisa do New York Times, leitores relataram que a principal razão para formar esses “grupos” foi a segurança contra o Coronavirus em menores números, além do fato que as crianças não têm a capacidade de atenção necessária para o aprendizado online sozinho.

As cooperativas podem ser formadas independentemente ou através de uma organização e tipicamente envolvem quatro ou menos famílias, combinando esforços e dividindo a supervisão e assistência para todas as crianças que estão aprendendo virtualmente. Uma cooperativa de Cincinnati, CareShare Cooperative, tem as melhores práticas minuciosamente explicadas para aconselhar os pais nas áreas de enfoque e para ajudar os pais de bairros da cidade a combinar esforços. Eles recomendam focar em: “desenvolvimento social e emocional, bem-estar físico, abordagens para o aprendizado, desenvolvimento da linguagem e alfabetização e conhecimento cognitivo e geral”.

Contratando um tutor ou professor para instrução em pequenos grupos

Embora grupos de aprendizagem e cooperativas pareçam a opção perfeita para alguns, o problema para pais que trabalham continua sendo que eles deveriam participar pelo menos alguns dias da semana para contribuir com uma parte justa de ajuda. Isso é impossível para muitos dos pais que trabalham em tempo integral com horários menos flexíveis.

É por isso que Brianna Tholey, de Nolensville, Tennessee, uma mãe que trabalha em tempo integral, sabia que ela precisava de mais ajuda para seu filho da primeira série. A incerteza sobre se as escolas abririam em tempo integral, se sua filha mais nova usaria uma máscara o dia todo, o que aconteceria se alguém testasse positivo e tivesse que ajudá-la em casa, e a possibilidade de, a qualquer momento, ter que mudar repentinamente para a aprendizagem virtual tornou a decisão clara. Tholey e os pais da pré-escola com quem sua filha havia crescido resolveram o problema com as próprias mãos e transformaram um de seus porões em um centro de aprendizagem ou micro-escola, completo com cadeiras e carteiras que compraram em conjunto no Costco, entre muitos outros suprimentos.

A ex-professora da pré-escola das crianças foi contratada para ensinar as crianças e supervisionar suas ligações do Zoom com a escola pública local, bem como complementar seu aprendizado para “especialidades”, como arte, música e ginástica.

“Sei que meu filho está recebendo os melhores cuidados nas atividades extracurriculares... já que meu marido e eu trabalhamos das 8 às 5 e não temos tempo para fazer essas atividades.”

Ela também ficou tranquila de que o instrutor é capaz de levar as crianças em mini viagens de campo em vez de ser incapaz de sair da sala de aula, e ela eliminou a frustração dela ou de seu marido tentando ajudá-la a aprender durante seu próprio horário de trabalho.

Embora um tutor possa parecer inacessível para alguns, ao dividir o custo entre várias famílias, se torna mais razoável. Aronian também recomenda pesquisar programas de tutoria baseados em voluntários, como Teacher 2 Neighbor e Tutor.com.

 

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