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Publicar uma vaga de emprego: boas práticas para chegar às pessoas certas no setor de impacto

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Mulher sorrindo durante uma entrevista de emprego
Photo by Resume Genius: https://www.pexels.com/photo/young-woman-in-business-attire-shaking-hands-with-recruiting-manager-after-job-interview-18848927/

Publicar uma vaga de emprego é, antes de tudo, um exercício de clareza. Isso obriga uma organização a colocar em palavras o que precisa, o que pode oferecer e em que contexto esse trabalho será desenvolvido.

Uma vaga mal formulada - em qualquer setor - costuma resultar em candidaturas desalinhadas, processos longos ou contratações que não se sustentam ao longo do tempo.

Este texto é um guia prático para organizações que querem redigir vagas de emprego mais efetivas, pensadas para chegar às pessoas certas e construir equipes alinhadas com a mudança que procuram gerar no mundo.

Antes de escrever a vaga: definir a necessidade real

Antes de começar a redigir, vale a pena parar por um momento e organizar internamente o que realmente é necessário - e por quê. Esse passo prévio, embora simples, costuma ser o que faz a diferença entre uma vaga clara e outra que gera confusão.

Tenha estas respostas em mãos antes de escrever:

  • Que problema concreto esse cargo vem resolver?
  • Quais tarefas a pessoa vai realizar no dia a dia?
  • O que ela precisa saber fazer desde o início e o que pode aprender ao longo do caminho?
  • Com quem vai trabalhar e a quem vai se reportar?
  • Terá autonomia para tomar decisões? Quais?
  • O que deve melhorar na gestão da organização com essa contratação?

Quando essas respostas não estão claras, falta definição - e isso quase sempre aparece no texto da vaga. O resultado são descrições vagas, expectativas pouco precisas e candidaturas que não correspondem, na prática, ao que a organização precisa.

Os 5 componentes de uma vaga de emprego efetiva

Uma vez identificada a necessidade, é hora de escrever a vaga. Independentemente do formato, existem alguns elementos-chave que ajudam a tornar a procura mais clara e orientadora para ambas as partes.

1. O propósito do cargo

Não basta apresentar a missão da organização ou mencionar a área e o cargo. Uma vaga bem formulada também responde a uma pergunta central: para que esse cargo existe.

Definir o propósito do cargo ajuda quem lê a entender rapidamente:

  • Por que esse cargo é importante?
  • Que impacto concreto terá?
  • Para quais projetos ou processos vai contribuir?
  • Como se conecta com a missão da organização?

Exemplo: Em vez de escrever apenas: “Procuramos uma pessoa para integrar a equipe de comunicação”, experimente algo como: “Este cargo será fundamental para fortalecer a comunicação dos nossos programas territoriais e aproximar nosso trabalho de novas comunidades”.

🟡 DICA: Quem busca trabalhar com impacto social não procura apenas um emprego, mas a possibilidade de colocar seu tempo e suas habilidades a serviço de uma causa significativa. Quando o propósito do cargo está claro, a vaga se conecta melhor com essas motivações e atrai candidaturas mais alinhadas.

2. As tarefas reais do dia a dia

Uma vaga clara evita descrições abstratas e se concentra no que é concreto. Quanto melhor for possível entender como será o trabalho cotidiano, mais fácil será para a pessoa avaliar se o cargo combina com sua experiência, interesses e expectativas.

Para escrever esta seção, ajuda responder com clareza:

  • Quais tarefas concretas estarão sob sua responsabilidade?
  • Quais ocuparão a maior parte do tempo em uma semana típica?
  • Com quem vai trabalhar? Fará parte de uma equipe? Colaborará com outras áreas?
  • Quem coordena o trabalho? Onde são tomadas as decisões finais?
  • Que tipo de decisões essa pessoa terá que tomar?

🟡 DICA: Priorize de 4 a 5 tarefas centrais que definem o cargo. Listas muito longas ou excessivamente variadas costumam indicar que o posto não está bem delimitado ou que estão sendo concentradas responsabilidades que, na prática, exigiriam mais de uma pessoa.

3. O perfil procurado, com prioridades claras

Uma vaga efetiva não tenta atender a um perfil idealizado, mas responder a uma necessidade concreta. Para isso, é fundamental priorizar e deixar claro quais conhecimentos, experiências e disponibilidades são realmente necessários para que o cargo funcione na prática.

Por isso, é importante diferenciar entre:

  • Requisitos indispensáveis: Aqueles sem os quais o cargo não pode funcionar. Por exemplo: um determinado nível de experiência, uma disponibilidade mínima de horas ou o domínio básico de uma ferramenta.
  • Requisitos desejáveis: Experiências, habilidades ou conhecimentos que agregam valor, mas que podem ser aprendidos ou desenvolvidos ao longo do tempo. Por exemplo: ter trabalhado anteriormente em organizações de impacto ou conhecer uma temática específica.

🟡 DICA: Quando surgem dúvidas sobre se um requisito é realmente indispensável, geralmente é um sinal de que ele não é. Usar a categoria “desejável” com critério ajuda a ampliar a diversidade e atrair perfis com trajetórias distintas.

4. Condições claras desde o início

Mesmo que às vezes gere desconforto, a transparência economiza tempo e desgaste para todas as partes. Explicar desde o início em que condições o trabalho será realizado permite que as pessoas interessadas avaliem se a proposta faz sentido para sua realidade e expectativas.

Sempre que possível, inclua:

  • Modalidade de trabalho (remoto, híbrido ou presencial)
  • Dedicação (carga horária, tipo de jornada)
  • Tipo de contratação (tempo integral, parcial, freelancer, etc.)
  • Benefícios, como número de dias de férias, entre outros

5. O processo de candidatura, explicado com clareza

Uma vaga bem formulada não descreve apenas o cargo: ela também explica como será o processo de candidatura e seleção, evitando interpretações diferentes ou candidaturas desorganizadas.

Sempre que possível, é bom incluir:

  • Como se candidatar (formulário, envio de currículo, carta de motivação, portfólio, etc.)
  • Quais informações são necessárias para a candidatura
  • Datas ou prazos relevantes (encerramento da vaga, início previsto do trabalho)
  • Como será o contato ao longo do processo

Não é necessário que o processo esteja completamente definido desde o início, mas oferecer um panorama geral ajuda quem se candidata a saber o que esperar e a decidir com mais clareza.

Pensar a vaga como uma peça de comunicação

Uma vaga não é apenas um texto: ela também comunica a cultura e os valores de uma organização.

No setor de impacto, onde o trabalho está fortemente ligado a valores e causas, as palavras escolhidas influenciam quem se sente convocado e como as pessoas se imaginam fazendo parte da equipe.

Ao redigir uma vaga, vale:

  • Usar uma linguagem clara, inclusiva e respeitosa, evitando termos excludentes, expressões internas ou que possam afastar certos perfis sem necessidade.
  • Ter cuidado ao comunicar diversidade, evitando requisitos desnecessários que possam limitar a participação de pessoas com diferentes trajetórias, idades, territórios ou percursos profissionais.
  • Ser coerente com a cultura organizacional, compartilhando de forma honesta como se trabalha, o que é valorizado e o que não é, evitando transmitir uma imagem que não corresponde à realidade.

Depois de publicar: acompanhar o processo também importa

A experiência de quem se candidata não termina quando a vaga é publicada nem quando a candidatura é enviada. A forma como a organização acompanha o processo também comunica seus valores e sua maneira de trabalhar.

Algumas boas práticas simples - mas importantes - incluem:

  • Confirmar o recebimento das candidaturas, ainda que por meio de uma mensagem automática.
  • Comunicar prazos aproximados do processo, mesmo que possam sofrer alterações.
  • Encerrar a seleção informando o resultado, inclusive para quem não segue no processo.

Esses gestos ajudam a cuidar do vínculo, reduzem frustrações e mal-entendidos e contribuem para que as pessoas tenham uma experiência mais clara ao se aproximarem da organização.

Você já tem tudo pronto para publicar sua vaga?

A chave para redigir uma boa vaga está em colocar em palavras uma necessidade real e abrir um convite claro para quem pode - e quer - contribuir com seus conhecimentos e experiência.

No setor de impacto, onde as equipes costumam se construir com compromisso, cuidado e trabalho coletivo, uma vaga bem pensada ajuda a alinhar expectativas desde o início. Ela permite que as pessoas candidatas entendam o que é necessário, o que é oferecido e em que contexto o trabalho será desenvolvido, evitando confusões e desencontros mais adiante.

Dedicar tempo a esse processo pode fazer uma diferença concreta: não apenas para chegar às pessoas certas, mas também para evitar contratações que não se sustentam, reduzir saídas precoces e facilitar relações de trabalho mais claras desde o começo.

Na Idealist.org, trabalhamos para facilitar esse encontro entre organizações e pessoas interessadas em colocar sua experiência a serviço de causas sociais e ambientais. Uma vaga bem formulada é o primeiro passo para construir essa ponte e transformar uma necessidade em uma oportunidade de colaboração.

👉 Publique sua vaga na Idealist e conecte-se com uma comunidade que busca contribuir com propósito.

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