Marcelo Estraviz discute novas estratégias de captação de recursos, destacando a venda direta, similar a modelos de empresas como Natura e Avon, para aumentar a base de doadores. Ele sugere usar eventos pessoais e tecnologia para expandir essas abordagens e transformar doadores em agentes de captação, inspirando-se em modelos dos Estados Unidos.
Marcelo Estraviz inicia a aula abordando o futuro da captação de recursos, enfatizando a importância de incorporar tecnologia e tendências do mercado para ampliar a base de doadores. Ele destaca a semelhança entre o crescimento nas captações de recursos e as estratégias usadas por empresas que alcançam o consumidor diretamente, como a venda direta exemplificada pelas empresas Natura e Avon. Marcelo ressalta que essas empresas conseguem operar em grande escala através de milhares de pequenos vendedores, o que sugere um modelo potencialmente replicável para organizações sem fins lucrativos.
Ele prossegue, explorando o conceito de venda direta e sua aplicabilidade no contexto da captação de recursos. Estraviz explica que, assim como a Natura e a Avon operam com muitos revendedores individuais vendendo em pequenas quantidades, uma organização pode utilizar um método semelhante para mobilizar doações através de indivíduos que atuam de maneira autônoma, mas apoiada. O modelo é atraente por sua capacidade de escalar pequenas ações em grandes resultados, algo essencial para organizações que buscam expandir sua base de apoio sem aumentar significativamente seus custos fixos.
A seguir, Marcelo introduz um conceito onde eventos pessoais como casamentos ou aniversários podem ser usados como uma plataforma para captação de recursos. Ele sugere que, em vez de presentes, os anfitriões podem solicitar doações para uma causa específica. Este modelo já é utilizado em alguns contextos, e Estraviz observa que adaptar essa ideia para incluir uma plataforma facilitadora poderia aumentar significativamente o impacto dessas ações, transformando doadores individuais em agentes de captação.
Estraviz também discute a importância da tecnologia na implementação desses modelos de captação de recursos. Ele menciona experiências piloto em que tais estratégias foram exploradas, embora reconheça os desafios em explicar e popularizar estes métodos. Ainda assim, ele é otimista sobre o potencial de crescimento dessas abordagens, especialmente se as organizações forem capazes de usar tecnologia para simplificar e ampliar o processo de doação.
Por fim, Marcelo encoraja as organizações a considerar seriamente esses modelos, pois mesmo uma pequena fração de doadores convertidos em captadores pode resultar em um aumento significativo de recursos. Ele destaca que, embora o conceito possa parecer inovador, já existem precedentes nos Estados Unidos que provam sua eficácia. Estraviz termina a aula motivando sua audiência a experimentar essas técnicas e a explorar todas as ferramentas disponíveis para transformar doadores regulares em campeões ativos de suas causas.
Central de Captação de Recursos
Aulas do Estraviz
Aulas de captação de recursos do Marcelo Estraviz, parceiro de conteúdo da Idealist e uma das principais referências brasileiras no assunto.
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Resumão:
Abaixo, segue um resumo da aula, organizado em itens para facilitar a compreensão:
1. Incorporação de Tecnologia: Marcelo Estraviz enfatiza a importância de incorporar tecnologia e tendências do mercado para ampliar a base de doadores e a captação de recursos.
2. Modelo de Venda Direta: Estraviz destaca o uso de modelos de venda direta, como os empregados por Natura e Avon, como estratégias potencialmente eficazes para organizações sem fins lucrativos, utilizando muitos pequenos vendedores para operar em grande escala.
3. Eventos Pessoais como Plataformas de Captação: Introduz a ideia de usar eventos pessoais, como casamentos e aniversários, como oportunidades para solicitar doações ao invés de presentes tradicionais, potencialmente aumentando o impacto das ações de captação.
4. Importância da Tecnologia: Discussão sobre a relevância da tecnologia para implementar e simplificar os processos de doação, aumentando a eficácia e a escala das captações de recursos.
5. Transformação de Doadores em Captadores: Encorajamento para que as organizações explorem a possibilidade de converter uma fração de doadores em captadores ativos, o que pode levar a um aumento significativo de recursos.
6. Exploração de Novos Modelos: Motivação para que as organizações explorem novos modelos de captação de recursos, utilizando todas as ferramentas disponíveis para maximizar o impacto e o engajamento.
Conclusão: Estes aprendizados refletem a visão inovadora de Estraviz sobre a captação de recursos, focando em métodos escaláveis e na importância de adaptar estratégias bem-sucedidas do setor privado para o contexto de organizações sem fins lucrativos.
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Empreendedor, filantropo e escritor, é fundador e ex-presidente da ABCR. Autor de diversos livros. Criador do Selo Doar, do Prêmio Melhores ONGs, do Instituto Doar, do #diadedoar e de diversas iniciativas sociais. Capacitou e mentorou milhares de pessoas no Brasil e América Latina. É sócio diretor da Certificadora Social.
